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sábado, 18 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da Criança
filme : My Girl
Nós já fomos assim ;)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Parece que o blog fez 1 ano... ontem.

Ups!!! Foi fim-de-semana, não me posso lembrar de tudo :)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Pensar na vida...

Quando preciso de pensar na vida, gosto de fazê-lo a andar de carro. No lugar do lado, claro... aquele movimento repetido das coisas a passar quase me faz entrar em transe e assim consigo meditar.
Eu sei, é estranho e não estou à espera que percebam.

Tenho uma amiga, a R., que adora conduzir... logo, neste aspecto, formamos a dupla perfeita :)
Sabemos que são amigas para a vida quando os silencios não são constrangedores, quando ela não faz perguntas e eu não preciso dizer nada... e que podemos andar horas e horas de carro, ela a conduzir e eu a pensar.

Só há problemas é quando em dias de calor nos lembramos de abrir o tejadilho do carro e depois ele não quer fechar. A visão da R. de mini-saia a subir para cima do capot do carro para tentar fechá-lo e eu quase a mandar-me para o chão de tanto rir, não me sai da cabeça :)
...e ainda não consigo parar de rir :)))

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Einstein said...

"If your head tells you one thing, and your heart tells you another, before you do anything decide first whether you have a better head or a better heart."

domingo, 8 de maio de 2011

;)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

...

Pois... os meus primos só me sabem mimar com coisas boas destas ;)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Anel : Do you want some Tea?





segunda-feira, 18 de abril de 2011

Colar : Strawberry CupCake




domingo, 17 de abril de 2011

Hoje... é só isto...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dia Mundial do Beijo

Haverá algo melhor no Mundo?
Humm... não me parece!

"Foi o melhor primeiro beijo da história dos primeiros beijos. Foi tão doce como açúcar. E foi quente, tão quente quanto uma tarte. O mundo inteiro abriu-se e eu caí lá dentro. Não sabia onde estava, mas não me preocupei. Não me importei porque a única pessoa que me importava estava ali comigo."
O Quarto Mágico, de Sarah Addison Allen

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Este fim-de-semana fiz uma viagem no tempo...





BUDDHA EDEN - Garden of Peace

Sr. Comendador Berardo, muito obrigado por ter idealizado e concebido um espaço como este. E por o tornar acessível a toda gente num país em que é costume pagar-se para tudo e mais alguma coisa.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Amor quando se revela!

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

quinta-feira, 24 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

Este fim-de-semana esteve verdadeiro tempo de Verão.
E o que é que a Ana fez mal viu uns raios de sol tão quentinhos?
Toca a descascar-se e ir para a praia molhar os pézinhos...
Pois é! E agora?
Agora tou de cama... passei o domingo aqui enfiada a mandar Ben-U-Rons pó bucho porque há que anestesiar o bicho.
Passei o Inverno 5 estrelas e agora que vem este calorzinho "toma lá uma gripe daquelas que mói o corpo todo que é para não te habituares mal" ;)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Just breathe...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Miguel... tu sabes bem o que dizes!

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.


O que quero é fazer o elogio do amor puro.

Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.

O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra.

A vida dura a Vida inteira, o amor não.

E só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso